Paralisação de motoristas do transporte público deixa Taubaté sem ônibus nesta quarta

O transporte público de Taubaté ficou paralisado na manhã de 21 de outubro de 2026, depois que os ônibus da ABC Transportes não saíram da garagem. O sindicato dos motoristas informou que a circulação foi liberada à tarde, após o depósito dos salários.

A paralisação foi motivada pelo atraso de um adiantamento salarial previsto para 20 de outubro. Segundo o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, a categoria aguardava o pagamento.

A interrupção atingiu passageiros de Taubaté e mais de 30 linhas operadas pela ABC Transportes. Cerca de 200 funcionários participaram da mobilização, de acordo com o sindicato.

paralisação de ônibus em Taubaté

A empresa, a associação Busvale e a Prefeitura de Taubaté apresentaram informações sobre o atraso e os repasses municipais. A cobertura também aborda a negociação, os efeitos no serviço e as manifestações sobre o contrato de transporte.

Atraso no adiantamento salarial motivou a paralisação

O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba informou que o adiantamento salarial deveria ter sido depositado em 20 de outubro, mas não entrou nas contas dos trabalhadores. Segundo o presidente da entidade, Ronaldo Costa, a falta do pagamento levou à paralisação de ônibus em Taubaté.

Ao meio-dia de 21 de outubro, o sindicato liberou os funcionários do primeiro turno, enquanto aguardava a chegada dos trabalhadores do segundo. Costa afirmou que os empregados que começassem o segundo turno esperariam pelo crédito antes de retomar o trabalho.

O presidente disse que a mobilização poderia continuar caso o dinheiro não fosse depositado. Costa também reconheceu que a interrupção prejudicava a população, mas afirmou que os trabalhadores não tinham condições de trabalhar sem receber o salário.



Interrupção atingiu linhas e foi encerrada após depósito

Em nota, a Busvale informou que a mobilização impedia a saída dos veículos da garagem da ABC Transportes. A associação relatou insegurança entre os funcionários e atrasos em algumas linhas do transporte municipal.

A Prefeitura de Taubaté afirmou que a paralisação começou na madrugada de 21 de outubro, sem aviso prévio à administração e sem a manutenção dos serviços indispensáveis à população. A gestão municipal citou a Lei Federal nº 7.783/1989, que considera essencial o transporte coletivo.

Às 14h10 de 21 de outubro, o sindicato informou que os salários haviam sido depositados e que os ônibus estavam liberados para circular. A Prefeitura também declarou que aguardava a confirmação do crédito nas contas dos trabalhadores e a retomada integral do serviço.

Empresa, associação e Prefeitura apresentam suas versões

Segundo o sindicato, a ABC Transportes atribuiu o atraso a uma demora no repasse de recursos da Prefeitura de Taubaté. A Busvale, associação das empresas de transporte coletivo de passageiros do Vale do Paraíba, informou que a concessionária enfrentava dificuldades financeiras momentâneas.

De acordo com a Busvale, a empresa comunicou os funcionários em 20 de outubro que não conseguiria pagar o adiantamento na data prevista. A concessionária teria informado o sindicato e manifestado a expectativa de regularizar o valor nos dias seguintes, conforme a entrada de recursos esperada.

A Prefeitura afirmou que fez, às 8h de 21 de outubro, o repasse destinado ao adiantamento salarial dos motoristas, previsto inicialmente para o dia anterior. A administração municipal disse que encaminharia o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliar medidas cabíveis relacionadas à paralisação.

A gestão municipal também declarou que os valores destinados ao transporte público aumentaram em 2026 após um aditivo contratual firmado em 2023. O acordo prorrogou a concessão até 2034 e alterou a remuneração da empresa: de acordo com a Prefeitura, o cálculo passou a considerar quilômetros rodados, em vez de passageiros transportados, ampliando os custos do contrato.



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